A Roche lançou, nesta quinta-feira, no Brasil, um novo sensor de monitoramento contínuo de glicose para pacientes com diabetes que utiliza inteligência artificial para antever quedas ou picos de glicose no sangue.
O aparelho, chamado Accu-Chek SmartGuide, integra uma nova geração de sensores que busca ampliar a segurança do monitoramento ao prever o nível de glicose na corrente sanguínea e emitir alertas em tempo real.
Os sensores contam com modelos matemáticos que indicam se a glicose tende a subir ou descer, acionando alarmes para que o paciente possa tomar medidas imediatas.
A Anvisa aprovou o aparelho para uso por adultos a partir de 18 anos. O preço ainda não foi divulgado, mas a Roche informou que o valor será compatível com outros sensores de monitoramento contínuo disponíveis atualmente no mercado.
O sensor será comercializado em farmácias do país e pode ser indicado por médicos para pacientes com diabetes tipo 1 ou tipo 2 que utilizam insulina. Ele mede a glicose de forma contínua e identifica hiperglicemia e hipoglicemia.
Uma novidade é a função de prever quedas de glicose, chamada de predição de hipoglicemia, que sinaliza riscos com antecedência, incluindo horários noturnos, para permitir ações rápidas e evitar episódios.
Também há a função de predição noturna, que alerta sobre possíveis quedas de glicose durante o sono, quando o paciente pode não perceber os sinais.
O dispositivo oferece ainda a previsão da glicose em até duas horas, ajudando a visualizar tendências futuras. O aparelho funciona com baterias internas por até 14 dias, é resistente à água e realiza leituras automáticas a cada cinco minutos.
O Accu-Chek SmartGuide se conecta a smartphones por Bluetooth, sendo compatível com sistemas Android e iOS. Interessados podem se cadastrar na lista de pré-lançamento para receber informações sobre compra e descontos no programa Bem Especial da Roche.
Nova geração de sensores
O sensor Accu-Chek SmartGuide é o primeiro a usar IA para antecipar mudanças na glicose, acompanhando o objetivo de prever picos e quedas para aumentar a segurança no manejo diário da diabetes.
Outras opções incluem o FreeStyle Libre 2, da Abbott, com setas de tendência para prever variações; o Dexcom G7 oferece mecanismo semelhante, mas não está disponível no Brasil no momento.
A monitorização contínua facilita o autocuidado, com impactos na rotina alimentar e no tratamento com insulina. Médica endocrinologista Andressa Heimbecher ressalta que esses sistemas permitem acompanhar a glicose à distância e agir rapidamente quando necessário.
O sensor chegou com a promessa de maior conveniência para pacientes, com possibilidade de envio de alertas para profissionais de saúde e familiares em casos de hipoglicemia ou hiperglicemia.
Segundo dados da Federação Internacional de Diabetes, 11,1% da população adulta mundial entre 20 e 79 anos vive com a condição, com estimativas de 589 milhões de pessoas. No Brasil, a estimativa é de 16,6 milhões de pacientes.


