Contexto
Preso nesta quarta-feira (4) por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, 43 anos, conhecido como Sicário, é apontado como líder de um grupo que coletava informações de pessoas consideradas adversárias do Banco Master, segundo a Polícia Federal.
Grupo e atuação
Segundo a PF, o grupo de WhatsApp denominado “A Turma”, do qual Mourão e Vorcaro faziam parte, era utilizado para vigilância, coleta de informações e intimidação de indivíduos ligados ao grupo ligado ao Banco Master.
Declarações do magistrado
O ministro afirmou haver indícios de que Mourão, em uma troca de mensagens, ordenou a forjar um assalto ou simular cenário semelhante para prejudicar o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, com o objetivo de silenciar críticas públicas aos seus interesses privados.
Processo em Minas Gerais
Desde 2021, Mourão é réu em ação movida pelo Ministério Público de Minas Gerais que apura indícios de lavagem de dinheiro, organização criminosa e crime contra a economia popular. Segundo as investigações, Mourão e outros indiciados montaram um esquema de pirâmide financeira para atrair investidores em todo o Brasil; entre junho de 2018 e julho de 2021, ele movimentou cerca de R$ 28 milhões em contas ligadas a empresas sob sua gestão, conforme a denúncia do MP mineiro.
Relação e liderança
“A triangulação de valores através de pessoas jurídicas constitui movimento típico de lavagem de dinheiro, in casu com a ocultação dos valores provenientes, direta ou indiretamente dos crimes contra a economia popular perpetrados”, descreve a denúncia. Ainda conforme o MP, Mourão exercia posição de liderança na organização criminosa, coordenando as ações dos demais integrantes.
Defesa e alegações
A defesa afirma que as provas obtidas foram desprovidas de autorização judicial, entre outras nulidades, e cita ainda diligências de órgãos de controle financeiro sem decisão judicial para acesso a informações. Os defensores também sustentam que Mourão atuava na compra e venda de veículos, com atividades lícitas associadas à King Motors Locação de Veículos.
Operação e desdobramentos
O ministro André Mendonça autorizou a deflagração da terceira fase da Operação Compliance Zero, envolvendo o grupo “A Turma” e atividades de vigilância, coleta de informações e monitoramento de indivíduos considerados adversários do grupo ligado ao Banco Master.
Perfil do investigado
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, 43 anos, identificado pela PF como líder central da organização criminosa, com o codinome nas comunicações de “Sicário”; o grupo também envolve Vorcaro e outros investigados, conforme as apurações em curso.



